Mas, é por meio dessa lendária e popular figura, que Júlia Nery encontra material para reconstruir a história de Brites de Almeida. Num tempo em que ser mulher não era exatamente um privilégio, encontramos uma personagem cindida, dividida. Um duplo. Ou uma duplicidade. Como a capa do livro (e é pela capa que comecei a leitura) sugere. "Não se nasce mulher, torna-se" nos diria Simone de Beauvoir, e nas páginas da "Crónica..." encontramos uma Brites que por toda vida viveu a ambivalência de "ser e não ser sendo", resistindo a "torna-se" naquele suposto modelo do eterno feminino...
domingo, 18 de maio de 2008
A Brites de Júlia Nery
Mas, é por meio dessa lendária e popular figura, que Júlia Nery encontra material para reconstruir a história de Brites de Almeida. Num tempo em que ser mulher não era exatamente um privilégio, encontramos uma personagem cindida, dividida. Um duplo. Ou uma duplicidade. Como a capa do livro (e é pela capa que comecei a leitura) sugere. "Não se nasce mulher, torna-se" nos diria Simone de Beauvoir, e nas páginas da "Crónica..." encontramos uma Brites que por toda vida viveu a ambivalência de "ser e não ser sendo", resistindo a "torna-se" naquele suposto modelo do eterno feminino...
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2 comentários:
Alleid você tem me dado uma luz no fim do meu túnel... Você me apresentou Florbela Espanca e agora fiquei com vontade de ler "A Brites..."
Eva.
Que bom que vc gostou da Florbela e da Brites, da Júlia Nery. O feminino desperta interesse, parece que mexe com algo de dentro, interior, camuflado, talvez silenciado...e o texto literário acaba, direta ou indiretamente, por trazer à tona, ainda que muitas vezes revestido do próprio silêncio.
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