"E bastou esse nada, essa quase presença, para ela sofrer de amor"
(do seu coração partido, Marina Colasanti)
Embora vivamos um tempo de inconstância, instabilidade, enfim, um tempo que, como quer Baumman, é líquido e disforme, os sujeitos ainda buscam, em termos de "ARTES", seja no cinema, na literatura, nas artes plásticas, uma possível coerência e conformidade do mundo. No entanto, as artes seguem a mesma linha da humanidade. Por isso, o non sense nunca esteve tão presentificado em suas diversas formas de expressão.
Fico surpreendida ao ouvir de alguém: "o texto era sem pé nem cabeça"; "o filme não tinha começo, meio e fim"; "a música não diz lé com cré".
Ora, ora, meu amigo, bem vindo a pós-modernidade!!!!
A vida contemporânea não é certinha e regrada. O tempo da estabilidade ficou lá traz, nos séculos passados. Aliás, desde o advento da Revolução Industrial, o chão começou a ruir bem debaixo das seculares certezas...
É por isso que sugiro um livro delicioso e adverso (se levarmos em consideração a expectativa da leitura linear). Trata-se de do seu coração partido, de Marina Colasanti. O livro reúne vários contos. Cada um deles trata de temas tão comuns e tão próximos, que logo ficamos apaixonados.
Eu já gostava mesmo dessa autora, desde os tempos de minha graduação. do seu coração partido, só (re)afirma a grande sensibilidade que ela tem em tratar de assuntos que fazem-nos voltar para nós mesmos e para aquele nosso vil e instável cotidiano.
Um beijo e bom final de semana!

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