quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Um não sabia da existência do outro. Só sabiam que o amor encontraria lugar um dia num coração distante. Viviam de esperança e de olhar. Viviam da procura. Alimentavam-se de lindas histórias alheias, que colhiam em belos romances, filmes, poesias, dentre outras fontes. Não imaginavam como seria o encontro ou quem encontrariam. Reviraram mundos e paisagens. Caminharam por entre velhos clichês já conhecidos: áridos desertos, jardins floridos, sol escaldante. Carregavam sonhos para partilhar e queriam enlaçar as mãos e o corpo todo num desejo possível e mais do que real.

Até que se conheceram...apaixonadamente. Não houve dúvidas, um era parte já do outro. Um era já o que o outro desejava. Antes um, depois dois, agora um amor multiplicado e plural. Não havia obstáculos possíveis, pois todos seriam vencidos facilmente pela força do sentimento que, entre ambos, partilharam desde então.  No horizonte do possível, se amaram perdidamente em amarelo fluorescente. E hoje ficam juntos como duas crianças com suas peraltices comuns.

Um comentário:

Nathaly L. disse...

Que lindo Alle!! Adorei a história! Eu adoraria escrever bonito como você, isso é um dom! Tive que escrever uma redação na segunda-feira para concorrer a uma vaga numa empresa e senti muita dificuldade, ninguém merece; ainda mais tema livre. rs
Bjinhos